


Apenas 9% dos motoristas que trafegam pela Via Dutra, entre o Rio de Janeiro e São Paulo, realmente pagam pedágio. A declaração foi feita há pouco pelo diretor da consultoria de Belo Horizonte Tectran, Silvestre de Andrade Puty, ao citar estudo realizado pela empresa sobre a cobrança de pedágios naquela rodovia.
Segundo o trabalho, isso ocorre porque a Via Dutra é muito usada por motoristas que trafegam por distâncias curtas, onde não há pedágio. Esses motoristas usam a estrada como via urbana. Assim, quem paga os pedágios é só quem utiliza todo o percurso da rodovia em sua viagem, pois as praças de pedágio ficam onde o movimento é menor.
Puty defendeu a implementação de políticas tarifárias alternativas. Na Via Dutra, por exemplo, ele sugeriu novos locais para as praças de pedágios e a adoção de bilhetes múltiplos, com bônus. Assim, quem comprar, por exemplo, 10 bilhetes, pagará apenas 9.
Segurança nas estradas
Ele também declarou que as concessões das rodovias para a iniciativa privada trouxeram retornos expressivos, como maior segurança nas estradas e realização de manutenções com maior freqüência. Em sua opinião, não se pode fazer economia em detrimento dos avanços conquistados.
Silvestre de Andrade Puty participa do 7º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, no qual estão sendo debatidas as deficiências de infra-estrutura do transporte rodoviário. A iniciativa é da Comissão de Viação e Transportes. O tema do segundo painel será "As concessões rodoviárias no Brasil".